Editorial

Cresce, Ponte Nova!




As duras críticas do vereador Rubinho Tavares/PSDB (leia na pág. 6) ao Informativo Municipal “Cresce PN”, lançado neste mês, permite-nos reflexão  sobre a postura do Executivo pontenovense em relação à Imprensa escrita.

Em sua campanha eleitoral, o prefeito Wagner Mol/PSB prometeu transparência dos atos de sua gestão e, lançando mão de contrato de publicidade deixado pela Administração 2013/2016, manteve, no primeiro semestre de 2017, algumas publicações nesta FOLHA.

Finalizado o vínculo, ele cuidou de licitação do novo contrato, cuja tramitação, a partir de ago/2017, foi conturbada. Esta FOLHA se habilitou e contestou - até o fim do ano - as circunstâncias em que a Comissão Licitatória acatou, com orientação da Procuradoria Jurídica Municipal/PJM, a participação do Jornal Líder/Líder Outdoor Comunicação e Gráfica Ltda.

Por fim, em jan/2018, ao invés de desclassificar o Jornal Líder, a PJM arquivou o procedimento por conta de “vícios insanáveis”, os quais não foram esclarecidos. Por consequência, esta FOLHA denunciou o caso perante o Ministério Público, onde o procedimento tramita em sigilo.

Como já divulgamos, a Gestão 2017/2020 desconsiderou a mídia impressa na sua política de comunicação social, priorizando, a partir de janeiro, contratação de serviços de criação, manutenção e hospedagem de home page e de aplicativo municipal, bem como o vínculo com a TV Educar/Fundação Dom Bosco de Comunicação (R$ 121.732,00/ano) e as Rádios Sociedade de Ponte Nova/AM (R$ 87.120,00) e Vale do Piranga FM/Rádio Líder (R$ 82.764,00).

Note-se que o dirigente da PJM, Marconi Cunha, declarou em ofício que o “Município de Ponte Nova não possui mais interesse, neste momento, neste tipo de serviço”.  Eis que, neste mês de junho, surgiu o Informativo “Cresce PN”, num claro indício de que a Prefeitura precisa, sim, de mídia impressa, ainda que seja a sua, mesmo que este tipo de notícia, em tom ufanístico, tenha - como já se pesquisou pelo país afora - relativa influência na formação da opinião pública.

Fica o registro. Por conta de motivos a serem devidamente esclarecidos, o  Executivo segue abandonando, um ano e meio após a posse do prefeito, a licitação de jornal local para o “serviço de publicação institucional, na forma de  atos, programas, obras, serviços e campanhas de caráter educativo, informativo ou de orientação social, vedada - é claro - a promoção pessoal de agentes políticos ou servidores públicos”.