SAÚDE

Cálculo renal: pedra nos rins

15/05/2024 17:00




Bransildes Terra - Médico especialista em Urologia - CRMMG 51139 - RQE 33058
 
Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Minimamente Invasiva e Robótica e professor de Medicina na Dinâmica
 
Consultório - Mila Center - Av. Dr. Otávio Soares, 108 - Sala 801 - Palmeiras/Ponte Nova  * (31) 3817-2750 * Atende também no Hospital de Nossa Senhora das Dores
 
 Cálculo renal, também conhecido como pedra nos rins, ocorre entre 3% e 5% da população, sendo mais frequente em homens. Existem várias causas de cálculo renal, como baixa ingestão hídrica, alimentação rica em proteínas (carne vermelha, crustáceos) e alterações de hormônios, entre outros.

O cálculo renal pode provocar dor lombar (costas) intensa, aguda (tipo cólica), associada ou não a náuseas e vômitos, sangue na urina e infecção urinária. Dor proveniente de cólica renal é tão forte, que é conhecida popularmente como “crise nos rins”.

Quando o paciente sente esses sintomas, é importante procurar o serviço de pronto-socorro para realizar o tratamento e a investigação da causa da dor.

A dor geralmente é provocada pela migração do cálculo para a bexiga, causando obstrução no rim. A depender do caso, o paciente pode realizar tratamento com medicamentos ou até mesmo ser submetido a procedimento endoscópico (sem corte) para retirada do cálculo.

Existem várias formas de tratamento do cálculo renal, desde o uso de medicamentos até a realização de técnicas minimamente invasivas (pequenos cortes, endoscópicos ou percutâneos) para eliminação do cálculo.

A ureterorrenolitotripsia flexível a laser é uma das modalidades de abordagem minimamente invasiva. Este procedimento consiste em passar uma microcâmera, chamada ureteroscópio flexível, pela uretra, atingindo a bexiga e seguindo em direção do rim pelo ureter até a identificação dos cálculos.

Uma vez localizadas, as pedras são fragmentadas pela tecnologia a laser e os fragmentos são retirados com uma cesta especial. Todo o procedimento é guiado por visão endoscópica e por radioscopia.

Uma vez tido cálculo, a pessoa estará sempre propensa a ter recidiva, portanto a prevenção é muito importante. A melhor forma de prevenir a formação de novas pedras é aumentar a ingestão de líquidos, associada a dieta específica e atividades físicas. Em alguns casos, pode ser necessária a utilização de medicamentos que dificultem a formação do cálculo.

Procure sempre ajuda de um especialista de sua confiança e mantenha seus exames de rotina em dia.







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